Pazciência
Revistas velhas embaralhadas, sofás desconfortáveis, suspiros aleatórios. Uma rádio qualquer ensaiando uma música de fundo. Silêncio. Infindáveis cruzadas e descruzadas de pernas incomodadas. Saias, jeans, chinelos. Celulares. Um galão de água e vários copos descartáveis no lixo. Um entra e sai escalonado em largos intervalos. O tic-tac incessante de um grande relógio de ponteiros distante. Cochichos. E, no meio disso tudo, uma descoberta pertinente. A de que somos tratados como pacientes antes mesmo de realizarmos a nossa consulta. Seja bem vindo, se é que assim podemos dizer, à sala de espera.

Sou um paciente impaciente. E creio, e me arrisco em dizer que você, meu caro amigo Eduardo, também seja. Pois se não fosse, não sacudiria as pernas, tampouco miraria os ponteiros do relógio. Simplesmente, assentaria-se e folhearia uma revista, envolvendo-se em leitura. Esperar, de fato, é horrível.
Admiro seus textos, meu caro. Saiba que você e o textosterona já são referência em Da Prosa. Basta pôr reparo na coluna da direita e verá lá teu nome. Espero que o Da Prosa lhe sirva para o mesmo.
Grande abraço
Comment by RICARDO CHAPOLA (CHAPS) — March 23, 2010 @ 8:04 pm
Bravoooo.. Vivi
Comment by vivi — March 24, 2010 @ 11:56 pm
excelente.. curto e certeiro.
Comment by guilherme baroli — April 17, 2010 @ 12:28 am
sensacional, dudu!
Comment by Frederic — August 18, 2010 @ 3:29 am
sensacional, dudu!
Comment by Frederic — August 18, 2010 @ 3:30 am